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Musica Brasileira

Elis Regina  (Musica Brasileira) escrito em sábado 19 janeiro 2008 11:00


Águas De Março

Elis Regina

Composição: Tom Jobim

É pau é pedra
É o fim do caminho
É um resto de toco
É um pouco sozinho...

É um caco de vidro
É a vida é o sol
É a noite é a morte
É um laço é o anzol...

É peroba do campo
É o nó da madeira
Caingá, Candeia
É o matita-pereira...

É madeira de vento
Tombo da ribanceira
É um mistério profundo
É o queira ou não queira...

É o vento ventando
É o fim da ladeira
É a viga é o vão
Festa da Cumeeira...

É a chuva chovendo
É conversa ribeira
Das águas de março
É o fim da canseira...

É o pé é o chão
É a marcha estradeira
Passarinho na mão
Pedra de atiradeira...

É uma ave no céu
É uma ave no chão
É um regato é uma fonte
É um pedaço de pão...

É o fundo do poço
É o fim do caminho
No rosto um desgosto
É um pouco sozinho...

É um estrepe é um prego
É uma ponta é um ponto
É um pingo pingando
É uma conta é um conto...

É um peixe é um gesto
É uma prata brilhando
É a luz da manhã
É o tijolo chegando...

É a lenha é o dia
É o fim da picada
É a garrafa de cana
Estilhaço na estrada...

É o projeto da casa
É o corpo na cama
É o carro enguiçado
É a lama é a lama...

É um passo é uma ponte
É um sapo é uma rã
É um resto de mato
Na luz da manhã...

São as águas de março
Fechando o verão
E a promessa de vida
No teu coração...

É uma cobra é um pau
É João é José
É um espinho na mão
É um corte no pé...

São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...

É pau é pedra
É o fim do caminho
É um resto de toco
É um pouco sozinho...

É um passo é uma ponte
É um sapo é uma rã
É um belo horizonte
É uma febre terçã...

São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...

-Pau, -Edra, -Im, -Inho
-Esto, -Oco, -Ouco, -Inho
-Acro, -Idro, -Ida, -Ol
-Oite, -Orte, -Aço, -Zol...

São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...


 

 

Elis Regina


 

Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. De morte trágica e prematura, deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. Era carinhosamente chamada a Pimentinha.

 

A jovem Elis

Elis Regina nasceu na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Sobre o começo da carreira de Elis e a disputa entre quem de fato a lançou, o produtor Walter Silva disse à Folha de S. Paulo [1]: "Poucas pessoas sabem quem realmente descobriu Elis. Foi um vendedor da gravadora Continental chamado Wilson Rodrigues Poso, que a ouviu cantando menina, aos quinze anos, em Porto Alegre. Ele sugeriu à Continental que a contratasse, e em 1962 saiu o disco dela. Levei Elis ao meu programa, fui o primeiro a tocar seu disco no rádio. Naquele dia eu disse: Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil. Está gravado.

 

Anos de glória

Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.

Patrocinado pela Philips na mostra Phono 73, com vários outros artistas, deparou-se com uma platéia fria e indiferente, distância quebrada com a calorosa apresentação de Caetano Veloso: Respeitem a maior cantora desta terra. Em julho lançou Elis.

Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Um dos mais bem sucedidos espetáculos na história da MPB, tornou-se um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em 1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o Saudades do Brasil, em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo, Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro.

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos, registravam índices recordes de audiência. Elis Regina participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone Bittencourt de Oliveira, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos, como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros. Seu grande admirador, Milton Nascimento, a elegeu musa inspiradora e a ela dedicou inúmeras composições.

Dentre os inúmeros sucessos consagrados, estão: Arrastão, Canção do sal, Casa no campo, Fascinação, Maria Maria, Cartomante, Corcovado, O Bêbado e a Equilibrista, Aquarela do Brasil, Águas de março, Retrato em preto e branco, Alô Alô marciano, Chega de Saudade, Carolina, Dinorah Dinorah, Canção da América, Travessia, Saudosa maloca, Me deixas Louca, Aviso aos navegantes, Folhas secas, Tiro ao Álvaro, Iracema, Aquele Abraço, Como nossos pais, Doente Morena, Ensaio Geral, Fechado pra Balanço, Ladeira da Preguiça, Louvação, No Dia Em Que Eu Vim Me Embora, Meio de Campo, O Compositor Me Disse, Gracias a la vida, Oriente, Rebento, Roda, Se Eu Quiser Falar Com Deus, Viramundo, dentre muitos outros.

Desde que foi descoberta trilhou uma carreira de grande sucesso, tendo a seus pés crítica e público, unindo técnica e perfeccionismo, à emoção e energia, típicas das apresentações.

 

 Anos de chumbo

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, os difíceis Anos de chumbo que perseguiu e exilou muitos músicos em sua época, seja por meio de declarações públicas ou pelas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, declarou que o Brasil era governado por gorilas[2] (Há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). Sua popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira.

Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, destacando a Marcha contra as guitarras, ainda nos anos 60, ao lado de artistas como Gilberto Gil e outros, ainda participou ativamente da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro.

Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília. Além disso, foi presidente da Assim, Associação de Intérpretes e de Músicos.

 

Últimos momentos

Em meio a uma grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica. Foi sepultada no Cemitério do Morumbi.

"Choram Marias e Clarices...Chora a nossa pátria mãe gentil. Em busca de um sol maior, Elis Regina embarcou num brilhante trem azul, deixando conosco a eternidade de seu canto pelas coisas e pela gente de nossa terra. E uma imensa saudade"´´. - Agência de Publicidade.

Elis é mãe de João Marcelo Bôscoli, filho do casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos do pianista César Camargo Mariano. Os três enveredaram pelo ramo da música.


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D'BLACK  (Musica Brasileira) escrito em segunda 31 dezembro 2007 13:00


FORA DO AR 

Eu to cansado da mesma rotina mesmo amando você
Eu falo sério vê se realiza se distraiu com a TV
Payperview, DVD isso não me importa
Pleno sábado a noite e quer fazer pipoca
Todo dia a mesma coisa não dá
Não quero mais olhar pro teu sofá
Essa noite eu saio sem você
Essa noite eu vou bagunçar
Se quiser desligue a TV
Vem ficar fora do ar
O seu futuro está ali na esquina
Você precisa entender
Que cada gesto ou palavra dita um dia vão se perder
Payperview, DVD isso não me importa
Pleno sábado a noite e quer fazer pipoca
Todo dia a mesma coisa não dá
Não quero mais olhar pro teu sofá
Essa noite eu saio sem você
Essa noite eu vou bagunçar
Se quiser desligue a TV
Vem ficar fora do ar


 

D'BLACK

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Tom Jobim  (Musica Brasileira) escrito em domingo 30 dezembro 2007 13:16

(Tom Jobim & Nova Banda - "Garota de Ipanema")


 

Garota De Ipanema

Composição: Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço, a caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo sorrindo se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

 





Tom Jobim

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 1927 - Nova Iorque, 8 de Dezembro de 1994) , mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.

É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento da Bossa Nova. Tom Jobim é um dos nomes que melhor representa a música brasileira na segunda metade do século XX e é praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical.

Biografia

Nasceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, mudando-se logo com a família para Ipanema. A ausência do pai durante a infância e adolescência lhe impôs um contido ressentimento, desenvolvendo no maestro uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico, transferido peculiarmente para as construções harmônicas e melódicas. Aprendeu a tocar violão e piano tendo aulas, entre outros, com o professor alemão Hans-Joachim Koellreutter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil.

 

Trajetória profissional

Pensou em trabalhar como arquiteto e chegou a se empregar em um escritório, mas logo desistiu e resolveu ser pianista. Tocava em bares e boates em Copacabana, como no Beco das Garrafas no início dos anos 50, até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical. Datam dessa época as primeiras composições.

A primeira canção gravada, Incerteza (com Newton Mendonça), na voz de Mauricy Moura. Tereza da Praia, parceria com Billy Blanco, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney pela Continental (1954), foi o primeiro sucesso. Depois disso participou de gravações e compôs com Billy Blanco a Sinfonia do Rio de Janeiro, além de outras parcerias com a cantora e compositora Dolores Duran (Se é por Falta de Adeus, Por Causa de Você).

Em 1956 musicou a peça Orfeu da Conceição com Vinícius de Moraes, que se tornou um de seus parceiros mais constantes. Dessa peça fez bastante sucesso a canção antológica Se Todos Fossem Iguais a Você, gravada diversas vezes. Tom Jobim fez parte do núcleo embrionário da bossa nova. O LP Canção do Amor Demais (1958), em parceria com Vinícius, e interpretaçãoes de Elizeth Cardoso, foi acompanhado pelo violão de um baiano até então desconhecido, João Gilberto. A orquestração é considerada um marco inaugural da bossa nova, pela originalidade das melodias e harmonias. Inclui, entre outras, Canção do Amor Demais, Chega de Saudade e Eu Não Existo sem Você. A consolidação da bossa nova como estilo musical veio logo em seguida com o 78 rotações Chega de Saudade, interpretado por João Gilberto, lançado em 1959, com arranjos e direção musical de Tom, selou os rumos que a música popular brasileira tomaria dali para frente. No mesmo ano foi a vez de Sílvia Telles gravar Amor de Gente Moça, um disco com 12 canções de Tom, entre elas Só em Teus Braços, Dindi (com Aloysio de Oliveira) e A Felicidade (com Vinícius).

Tom foi um dos destaques do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York em 1962. No ano seguinte compôs, com Vinícius, um dos maiores sucessos e possivelmente a canção brasileira mais executada no exterior: Garota de Ipanema. Nos anos de 1962 e 1963 a quantidade de "clássicos" produzidos por Tom é impressionante: Samba do Avião, Só Danço Samba (com Vinícius), Ela é Carioca (com Vinícius), O Morro Não Tem Vez, Inútil Paisagem (com Aloysio), Vivo Sonhando. Nos Estados Unidos gravou discos (o primeiro individual foi The Composer of 'Desafinado' Plays, de 1965), participou de espetáculos e fundou sua própria editora, a Corcovado Music.

O sucesso fora do Brasil o fez voltar aos EUA em 1967 para gravar com um dos grandes mitos americanos, Frank Sinatra. O disco Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim, com arranjos de Claus Ogerman, incluiu versões em inglês das canções de Tom (The Girl From Ipanema, How Insensitive, Dindi, Quiet Night of Quiet Stars) e composições americanas, como I Concentrate On You, de Cole Porter. No fim dos anos 60, depois de lançar o disco Wave (com a faixa-título, Triste, Lamento entre outras instrumentais), participou de festivais no Brasil, conquistando o primeiro lugar no III Festival Internacional da Canção (Rede Globo), com Sabiá, parceria com Chico Buarque, interpretado por Cynara e Cybele, do Quarteto em Cy. Sabiá conquistou o júri, mas não o público, que vaiou ostensivamente a interpretação diante dos constrangidos compositores.

Aprofundando seus estudos musicais, adquirindo influências de compositores eruditos, principalmente Villa-Lobos e Debussy, Tom Jobim prosseguiu gravando e compondo músicas vocais e instrumentais de rara inspiração, juntando harmonias do jazz (Stone Flower) e elementos tipicamente brasileiros, fruto de suas pesquisas sobre a cultura brasileira. É o caso de "Matita Perê" e "Urubu", lançados na década de 70, que marcam a aliança entre a sofisticação harmônica de Tom e sua qualidade de letrista. São desses dois discos Águas de Março, Ana Luiza, Lígia, Correnteza, O Boto, Ângela. Também nessa época grava discos com outros artistas, casos de Elis e Tom, com Elis Regina, Miúcha e Tom Jobim e Edu e Tom. Passarim, de 1987, é a obra de um compositor já consagrado, que pode desenvolver seu trabalho sem qualquer receio, acompanhado por uma banda grande, a Nova Banda. Além da faixa-título, Gabriela, Luiza, Chansong, Borzeguim e Anos Dourados (com Chico Buarque) são os destaques.

Nordeste já

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

É difícil escolher os mais significativos entre os mais de 50 discos de que participou, como intérprete ou arranjador. Todos eles têm algo de inovador, de diferente e especial. Seu último CD, Antônio Brasileiro, foi lançado em 1994, pouco antes da sua morte, em dezembro, nos EUA.

Biografias foram lançadas, entre elas Antônio Carlos Jobim, um Homem Iluminado, de sua irmã Helena Jobim, Antônio Carlos Jobim - Uma Biografia, de Sérgio Cabral, e Tons sobre Tom, de Márcia Cezimbra, Tárik de Souza e Tessy Callado.

 

O Maestro no Brasil e no exterior

Inexplicavelmente, a genialidade de Tom Jobim continua sempre mais reconhecida nos palcos internacionais que entre os brasileiros, que estão em melhores condições de apreciar a beleza de suas canções, por exemplo no que se refere à concatenação melodia e letra. Como traduzir "Caingá, candeia, é o Matita Pereira - Passarinho na mão, pedra de atiradeira" da canção "Águas de Março"?

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi renomeado Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antônio Carlos Jobim ', só por pressão junto ao Congresso Nacional de uma comissão de notáveis, formada por Chico Buarque, Oscar Niemeyer, João Ubaldo Ribeiro, Antônio Cândido, Antônio Houaiss e Edu Lobo, criada e pessoalmente coordenada pelo crítico Ricardo Cravo Albin.

 

Referência Bibliográfica

  • Helena Jobim: Antônio Carlos Jobim, um Homem Iluminado, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.
  • Luis Carlos Lisboa: A vida de Tom Jobim, Rio de Janeiro: Rio Cultura/Faculdades Integradas Estácio de Sá, 1983.
  • Sérgio Cabral: Antônio Carlos Jobim - Uma Biografia, Rio de Janeiro: Lumiar, 1997.
  • Márcia Cezimbra, Tárik de Souza e Tessy Callado: Tons sobre Tom.

 

 

Composições consagradas

  • "Chega de Saudade" (1957), o marco inicial da bossa nova
  • "Água de Beber"
  • "Desafinado" (1959), vencedora de três prêmios Grammy
  • "Samba de Uma Nota Só" (1959)
  • "A Felicidade" e "O Nosso Amor", do filme Orfeu Negro (1959)
  • "Insensatez" (com Vinícius de Moraes) (1960)
  • "Garota de Ipanema" (com Vinícius de Moraes) (1963)
  • "Fotografia" (1965)
  • "Triste" (1967)
  • "Wave" (1967)
  • "Águas de Março" (1970)
  • "Luiza"
  • "Corcovado"
  • "Dindi"
  • "Retrato em Branco e Preto" (com Chico Buarque)
  • "Samba do Avião"
  • "Anos Dourados"
  • "Eu te Amo"
  • "Meditação"
  • "Só Tinha de Ser com Você" (1974)
  • "Sabiá"

 

Discografia

  • Sinfonia do Rio de Janeiro - 1954
  • Tom Jobim e Billy Blanco - 1960
  • Brasília e Sinfonia da Alvorada - 1961
  • Antônio Carlos Jobim - 1963
  • Caymmi visita Tom - 1964
  • Antônio Carlos Jobim com Nelson Riddle e sua Orquestra - 1964
  • Getz/Gilberto featuring A. C. Jobim - 1964
  • A Certain Mr. Jobim - 1965
  • Love Strings & Jobim (Tom Jobim Apresenta) - 1966
  • Wave - 1967
  • Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim - 1967
  • Compacto Duplo - 1968
  • Tide - 1970
  • Stone Flower - 1970
  • Sinatra & Company.s - 1971
  • Disco de Bolso - O Tom de Tom Jobim e o tal de João Bosco - 1972
  • Matita Pere/Jobim - 1973
  • Elis & Tom - 1974
  • Urubu - 1976
  • Compacto Duplo - 1977
  • Miúcha & Antônio Carlos Jobim - 1977
  • Tom, Vinícius, Toquinho, Miúcha, gravado ao vivo no Canecão - 1977
  • Miúcha e Tom Jobim - 1979
  • Sinatra-Jobim Sessions - 1979
  • Terra Brasilis I & II - 1980
  • Edu & Tom / Tom & Edu - 1981
  • Gabriela, Trilha do Filme - 1983
  • O Tempo e o Vento - 1985
  • Para Viver um Grande Amor, Trilha do Filme - 1985
  • Rio Revisited (com Gal Costa) - 1987
  • Passarim - 1987
  • Tom Jobim (inédito) - 1987
  • No Tom da Mangueira - 1991
  • Antônio Brasileiro - 1994
  • Antnio Carlos Jobim and Friends - 1996
  • Antônio Carlos Jobim em Minas ao vivo: Piano e Voz - 2004
  • (Wikipedia)

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D'BLACK  (Musica Brasileira) escrito em sexta 28 dezembro 2007 13:50


NÃO FAZ ASSIM 

Só quero você
E não vou negar
Portanto errei
E te fiz chorar
No meu coração
Eu me arrependi
Perdoa e volta
Porque eu me perdi

Tentar te esquecer
Foi em vão
Porque você roubou
Meu coração

Não sei o que fazer
Pra te convencer
A voltar pra mim
Amor não faz assim
(2x)

Eu sei que eu errei
Mas aprendi
Que eu amo você
E descobri
Que eu não te dei valor
Fui infeliz
Só percebi depois
Que te perdi

Tentar te esquecer
Foi em vão
Porque você roubou
Meu coração

Não sei o que fazer
Pra te convencer
A voltar pra mim
Amor não faz assim
(2x)

Não deixe que se acabe assim o nosso amor
Eu sei que fiquei de pirraça
Toda vontade, toda a graça acabou
Tudo que eu armei, tanta confusão
Tudo que eu tinha escapou entre as minhas mãos
E quando eu olhei dentro do coração
O vazio era tanto não imagino a dimensão
Do estrago que causou no meu peito
Às vezes fico a pensar se ao menos tenho direito
De poder te ver, te reencontrar
Em alguma forma de poder lhe falar
Você é o ar que respiro
O calor que me aquece
A medida exata do que me enlouquece
É só você voltar
O que você quiser
Eu vou lhe dar
E no meu coração
Só você pode entrar
É só, é só você voltar
Deixa eu te amar..

Não sei o que fazer
Pra te convencer
A voltar pra mim
Amor não faz assim
(4x)


 

D'BLACK

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Roupa Nova  (Musica Brasileira) escrito em quinta 20 dezembro 2007 13:46


Volta pra mim

Roupa Nova

Composição: Cleberson Horsth - Ricardo Feghali

Amanheci sozinho
Na cama um vazio
Meu coração que se foi
Sem dizer se voltava depois
Sofrimento meu
Não vou agüentar
Se a mulher
Que eu nasci prá viver
Não me quer mais...

Sempre depois das brigas
Nós nos amamos muito
Dia e noite a sós
O universo era pouco prá nós
O que aconteceu
Prá você partir assim
Se te fiz algo errado
Perdão!
Volta prá mim...

Essa paixão é meu mundo
Um sentimento profundo
Sonho acordado um segundo
Que você vai ligar
O telefone que toca
Eu digo alô sem resposta
Mas não desliga
Escuta o que eu vou te falar...

Eu te amo e vou gritar
Prá todo mundo ouvir
Ter você é meu
Desejo de viver
Sou menino e teu amor
É que me faz crescer
E me entrego, corpo e alma
Prá você...

Sempre depois das brigas
Nós nos amamos muito...

Essa paixão é meu mundo
Um sentimento profundo
Sonho acordado um segundo
Que você vai ligar
O telefone que toca
Eu digo alô sem resposta
Mas não desliga
Escuta o que eu vou te falar...

Eu te amo e vou gritar
Prá todo mundo ouvir
Ter você é meu
Desejo de viver
Sou menino e teu amor
É que me faz crescer
E me entrego, corpo e alma
Prá você...(2x)


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